Furta-me o sonho…

sexta-feira, 19 agosto, 2005

Eles estão por toda parte. Se infiltram e agem naturalmente. Há os distintos, há os comuns. Ninguém nota, ninguém vê… Um dia alguém observa mínimos detalhes: a verdade obscura que lhes preenche.

Eles negam. Mas sabe-se que não admitem. E negam, e negam, e negam. E continuam sua jornada: roubando sonhos, copiando sonhos… copiam a experiência alheia, tomando-a como própria.

Mentira infantil… arte descartável. Pecam contra si mesmos, pois o artista se supera, o fraudulento se envergonha.

E quando se pensa que há a consciência, não há. Observa-se nas novas safras, nos trabalhos copiados… na alergia de gastar tempo e aprender… Tempo precioso, por que não vêem?

Roubar sonhos parece-lhes doce. Cultivar sonhos… Para quê? - diriam.

Pobres. Pobres. Pobres em dignidade…

E subleva-me. Que vem de sublevare, palavra Latina já presente em tantos dos meus poemas… desde a rebeldia do amor até poesias que consistiam momentos decisivos.

(Pausa para nostagia)

De uma certa forma estou decepcionada. Não-triste, não-alegre. “Indo” - como diria o David. Guardo uma expectiva de anos. E acredito: dessa vez eu desisto. Ele não vai responder.

Resta-me o consolo de minhas teorias. Teorias. Será tão mau ficar só na teoria?

(Um tempo depois)

Já notaram minha capacidade para mudar de assunto no mesmo texto? :P



Comentários

ah, os sonhos...
já me senti assim, "não-triste", "não-alegre", indo...
parece que um vazio nos consome... é ruim...
de qualquer forma, melhoras...
beijos

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1 comentários

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