Você pode não estar interessado(a)...
Mas pensei em escrever sobre como eu escrevo. Uma meta linguagem boba, de horas sem pessoas e pessoas sem horas. Ok, talvez não o último.
Só que as palavras pra mim — e desde os tempos mais remotos do gH, 2003, e antes dele o blog "sweetgrace" (SHAME!) no kit.net/blogger, — elas, as palavras, raramente vêm do papel. Sim, elas nascem digitais. E eu achava que com todos era assim! Mas alguém que eu não falava há tempos me disse que com ela é diferente. O que trouxe determinado interesse meu no assunto.
Sozinha, escrevendo no último dia 26, momentaneamente desencantada da vida e sentindo grande falta dos dias anteriores (com casa cheia), notei uma depressão inoportuna naquelas palavras. Além da certa depressão, havia falta de coragem. Que atípico, pensei.
Algo irrompeu o silêncio daquele final de tarde... O telefone! Uma amiga, que eu não via há meses, ligou dizendo que vinha me visitar dentro de uma hora. E foi muito bom! Essas coisas são mesmo curiosas.
Voltando...
Um dos meus grandes problemas é ser sentimental. Sempre achei isso. E se não for? E se eu parasse de me punir por isso? Se parasse, por um momento, de me sentir fraca exatamente por sentir? Parar de achar que para ser forte tenho que ser amargurada e insegura...
Engraçado como as palavras vêm. E ficam perdidas numa área de trabalho, ocultas e tão minhas. Não sei se o melhor para elas, e para mim, seria publicá-las. São tristes demais, apesar da poesia do momento. Elas falam sobre o que poderia. E poderia? Uma possibilidade remota, esgotada antes de ao menos estar à disposição.